21 de maio de 2010

Conversas para estagiários negativamente críticos...
Son (...) I have a greater responsibility than you could possibly fathom. (...) You have that luxury. You have the luxury of not knowing what I know.(...) We use words like honor, code, loyalty. We use these words as the backbone of a life spent defending something.
You use them as a punchline. I have neither the time nor the inclination to explain myself to a man who rises and sleeps under the blanket of the very freedom that I provide.(...)
I would rather you just said thank you, and went on your way, Otherwise, I suggest you pick up a weapon, and stand a post. Either way, I don't give a damn what you think you are entitled to.

GOT IT??? Now call myself what you want... but honour the badge you wear and the citizens that need you. Need you 100% here.
On my side.
On their´s side.
Defending them.

Recipe for self-destruction... you are so fucken wrong Bob...

FUCK... "está linda";"brutal";"grande maluco"....
São furos na carne para arejar o espírito e dar-lhe oxigénio...
A tinta não é tóxica... foi testada em humanos antes...
apenas isso...

14 de maio de 2010

"...se algo correr mal...não te esqueças da minha filha... fala-lhe de mim..."

Rectidão, Coragem, Benevolência, Respeito, Verdade, Honra e Lealdade.
Agora inscritos na carne... para que não se esqueçam...

But that... that´s only me...

13 de maio de 2010

6 de maio de 2010

Sempre...

1 de maio de 2010

25 de abril de 2010

O que fizeram de ti Abril...

8 de abril de 2010

paixão entorpece o espirito e distrai a alma
é veneno no sangue e droga no cerebro
e quem paga é o corpo

In Conversas de Zudan

7 de abril de 2010

Meses de intervalo e uma conclusão...

"A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade;
tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores;
ser ele;
não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento;
no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças;
teve a coragem de ser cão entre as ovelhas;
nunca baliu;
e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.

Agostinho da Silva, in "Diário de Alcestes"

14 de fevereiro de 2010

4 de janeiro de 2010

Ground control to Major Tom: Commencing countdown engine's on
Check ignition and may God's love be with you...

27 de novembro de 2009

Meses de procura e eis a crónica de Lobo Antunes que li num verão qualquer... podia ter sido escrito por alguém que eu conheço...

"Almoço com a minha filha mais velha, pelos seus anos, num dos restaurantezinhos próximos do sítio onde escrevo. De vez em quando o telemóvel dela toca e parabéns, parabéns, aqueles que não consigo dar-lhe porque no dia do nascimento estava a dez mil quilómetros de distância.
Não perdoo quase nada à Ditadura e o que menos lhe perdoo foi não ter assistido à gravidez da mãe e não estar presente quando chegou. Soube da sua vinda ao chamarem-me à barraca da rádio, por uma mensagem de Luanda, no dia seguinte, e apenas uma ou duas semanas depois chegaram fotografias pouco nítidas, enevoadas pelas minhas lágrimas de emoção e raiva.
Uma filha fantasma em que não podia tocar, não podia ter ao colo, não podia beijar. Lembro-me de ter ido para junto do arame farpado, sozinho, num sofrimento imenso, e diante de mim, o rio, a mata, a infinita paisagem da minha dor.
Conheci-a com quatro meses, deitada no berço a dormir, inclinei-me para ela e continuo, ainda hoje, a sentir o seu cheiro, a ver as suas mãos, o seu corpo, o seu cabelo loiro, os pezinhos que me cabiam inteiros na boca.
Conheci-a com quatro meses, exausto da guerra, e dali a pouco fui-me embora outra vez.
Cada 21 de Junho, ao olhá-la, vem-me à cabeça, como num vómito instantâneo, o que acabo de escrever. Fico muito quieto à frente dela no restaurante, tenha a idade que tiver, com os seus pés na minha boca e o seu cheiro a embuchar-me. Quis tanto que viesse: pensava - Vou morrer aqui - pensava - Se tiver um filho ainda que morra não morro - e desde então é a certeza da minha imortalidade e da minha permanência. Mesmo hoje, passadas mil luas, dou por mim não com ela, no Chiúme (o sítio miserável onde então apodrecia) a pensar
- Tenho uma filha, tenho uma filha e não tinha fosse o que fosse a não ser as letras do rádio e fotografias a preto e branco num quarto de maternidade, que não parava de olhar na esperança que o bebé começasse a mexer-se, a sorrir, a existir de facto, a acordar ao meu colo.
Toda a guerra é horrível: os mortos, os feridos, o isolamento, a estupidez cruel, as nossas existências precárias e indignadas. Mas, maior que isso, o nascimento da minha filha foi o que mais me custou pela violência dos sentimentos contraditórios que acendeu em mim, pela dúvida – Será verdade, não será verdade? E pela minha furiosa, quase assassina indignação.
A minha mãe nasceu quando o pai dela na guerra também, em França, de onde voltou (tenho o seu diário) gaseado e desfeito. Porém uma coisa era saber isto e outra coisa vivê-lo. Se Deus me fizesse o favor de voltar com os ponteiros para trás, agradecia: nada se pode comparar, julgo eu, a estar presente na altura em que uma criança nossa (em que uma criança minha) rompe no mundo. Por isso o dia 21 de Junho (21 de Junho, São Luis Gonzaga, Confessor) é uma data estranha que nunca se pacifica cá dentro.
Volto a África (não é a sensação de voltar a África, é de não ter saído de lá) estou em África e um soldado vem chamar-me à barraca da rádio. O cripto entrega-me um papel – Rapariga – e eu de papel em riste, aparvalhado, incrédulo, com o coração num pingo. Como esta expressão é verdadeira: o coração num pingo. Não é uma imagem nem uma metáfora: o coração num pingo.
De forma que na semana passada, no restaurantezinho perto do sítio onde escrevo, o coração num pingo. Não posso meter os seus pés na minha boca (cresceram imenso) e a minha dificuldade em exprimir ternura impede-me de a abraçar como desejaria.
Para ali fico, aparvalhado: parece uma mulher e mentira: é o bebé que me roubaram, é a alegria que recusaram dar-me.
É o meu bebé e o meu bebé come de faca e garfo, atende o telemóvel, cresceu inacreditavelmente depressa para a ter no colo. Comemos cerejas do mesmo prato, falamos disto e daquilo e nenhum de nós fala coisa que se veja. O facto de comermos cerejas do mesmo prato comove-me. De vez em quando os nossos dedos roçam-se, apetece-me apertar-lhos e não os aperto: estou de papel em riste a ler – Rapariga - a ler - Rapariga – diante do silêncio dos soldados, do silêncio da mata, do silêncio de Angola. Sou um pingo farpado, uma gotinha que vibra.
Sou um alfereszito de vinte e tal anos a tremer contra o arame farpado. Um camarada meu aproximou-se: o Eleutério. Gostava, gosto do Eleutério. Regressava sempre da mata num molho de brócolos, com o pelotão atrás.
O Eleutério chegou ao meu lado e ficou ao meu lado. Nenhum de nós disse nada. E, apesar disso, que conversa comprida, cheia de fúria e alma em tiras, naquele silêncio. Agradeço-te, Eleutério, o que trocámos sem palavras.
O capitão para mim: - Parabéns, parabéns - e compreendi nesse momento que a resposta possível a – Parabéns, parabéns
era a cabeça voltada para o outro lado e a exclamação
- Caralho
tão baixinho que o mundo inteiro ouviu!

CRÓNICA de António Lobo Antunes
In Visão nº. 748 de 5 de Julho de 2007

11 de novembro de 2009

Impulsos às vocações... decorriam os anos 80...

Aos amigos...



Para quem se lembra dos "Amigos do Gaspar"

10 de novembro de 2009

Conheço a versão que me cantam...



Gosto de flores, dos pássaros a voar e
Das montanhas e das ondas do mar,
Gosto do pôr-do-sol e gosto de cantar.
Bumbalaré Bumbalaré Bumbalaré Bumbalaré

Pai, pára um bocado,
Brinca comigo ao pião
Andas sempre tão cansado,
Vem, dá-me a tua mão…
Olha, eu sei que às vezes,
Não estudo como querias,
Não durmo como devia,
Não como o que faz bem!
Mas juro que nunca esqueço
Aquilo que tu me dizes,
Aquilo que me recomendas!
Pai, dá-me os teus braços.
Eles são o arco-íris
Que trago dentro de mim,
Belos, quentes, sem fim…

8 de novembro de 2009

Para ti Zudan...

Tu nunca choras ao ver sangue
Tu nunca sangras quando sofres
Guardas a dor dentro do cofre
Se alguém decifra o segredo
E se pica no teu ferrão azedo
Tu lambes-lhe o sangue do dedo
Tu nunca choras ao ver sangue
Tu nunca ficas transparente
És daquela raça tão rara
Que tem no olhar o gelo quente
Se alguém te atinge o coração
Aguentas o baque
De frente
E sentes uma oscilação
Defendes-te com uma paixão competente
E encarnas tão impunemente
A pele de um animal de sangue quente
Que ama a sangue frio
Tu nunca choras ao ver sangue
Tu nunca ficas transparente
És daquela raça tão rara
Que tem no olhar o gelo quente
Gelo quente
Quente e frio

6 de novembro de 2009

As always...

5 de novembro de 2009

Andas aí a partir corações
como quem parte um baralho de cartas
cartas de amor
escrevi-te eu tantas
às tantas, aos poucos
às tantas, aos poucos
eu fui percebendo
às tantas eu lá fui tacteando
às cegas eu lá fui conseguindo
às cegas eu lá fui abrindo os olhos

E nos teus olhos como espelhos partidos
quis inventar uma outra narrativa
até que um ai me chegou aos ouvidos
e era só eu a vogar à deriva
e um animal sempre foge do fogo
e eu mal gritei: fogo!
mal eu gritei: água!
que morro de sede
achei-me encostado à parede
gritando: Livrai-me da sede!
e o mar inteiro entrou na minha casa

E nos teus olhos inundados do mar
eu naveguei contra minha vontade
mas deixa lá, que este barco a viajar
há-de chegar à gare da sua cidade
e ao desembarque a terra será mais firme
há quem afirme
há quem assegure
que é depois da vida
que a gente encontra a paz prometida
por mim marquei-lhe encontro na vida
marquei-lhe encontro ao fim da tempestade

Da tempestade, o que se teve em comum
é aquilo que nos separa depois
e os barcos passam a ser um e um
onde uma vez quiseram quase ser dois
e a tempestade deixa o mar encrespado
por isso cuidado
mesmo muito cuidado
que é frágil o pano
que veste as velas do desengano
que nos empurra em novo oceano
frágil e resistente ao mesmo tempo

Mas isto é um canto
e não um lamento
já disse o que sinto
agora façamos o ponto
e mudemos de assunto
sim?

Sérgio Godinho



declare this an emergency
come on and spread a sense of urgency
and pull us through
and pull us through
and this is the end
this is the end of the world

it's time we saw a miracle
come on it's time for something biblical
to pull us through
and pull us through
and this is the end
this is the end of the world

proclaim eternal victory
come on and change the course of history
and pull us through
and pull us through
and this is the end
this is the end of the world

2 de novembro de 2009

Semelhanças entre o Windows 7 e uma mulher...

24 de outubro de 2009

22 de outubro de 2009

My life... My daughter...

11 de outubro de 2009

Love on the rocks
Ain't no surprise
Pour me a drink
And I'll tell you some lies
Got nothin' to lose
So you just sing the blues all the time
Gave you my heart
Gave you my soul
You left me alone here
With nothing to hold
Yesterday's gone
Now all I want is a smile

First, they say they want you
How they really need you
Suddenly you find you're out there
Walking in a storm
When they know they have you
Then they really have you
Nothing you can do or say
You've got to leave, just get away
We all know the song

You need what you need
You can say what you want
Not much you can do
When the feeling is gone
May be blue skies above
But it's cold when you love's on the rocks

9 de outubro de 2009

Parece uma certa sala que eu conheço ....

7 de outubro de 2009

Farol precisa-se...

3 de outubro de 2009

I love this game... apesar da velhice e dos remendos da vida...

27 de setembro de 2009

Novo ministério em agenda...

26 de setembro de 2009

Amanhã...

22 de setembro de 2009

Autumn...