"Mário de Sá-Carneiro não teve biografia: teve só génio. O que disse foi o que viveu."
Fernando Pessoa
I often wonder if life is easier for other people or they´re just better at faking it...
"Mário de Sá-Carneiro não teve biografia: teve só génio. O que disse foi o que viveu."
Fernando Pessoa
Provavelmente zudan à(s) 4/26/2005 12:47:00 p.m. 0 comentários
Vende-se Gin Tónico "Adversidades".
Para embriagar o espírito e dissolver as sessões de psicanálise.
Equivalente a dois livros de Kafka ou a um tratado de Nietzsche.
Entrar no Gin Tónico "Adversidades", é entrar na incerteza de estar vivo.
Não aconselhável a pobres de espírito e a viciados em Prozac.
Provavelmente zudan à(s) 4/26/2005 10:25:00 a.m. 1 comentários
- Nesta casa há gajos com pancadas para todos os gostos...
E continuou a justificar o porquê de ouvir aquela música cada vez que havia “concerto”.
In “outras merdas da vida de Zudan”
***
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome pra qualquer fim
Um a gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai
O vento que dá nas canas do canavial
E a foice duma ceifeira de Portugal
E o som da bigorna como um clarim do céu
Vão dizendo em toda a parte o pintor morreu
Teu sangue, Pintor, reclama outra morte igual
Só olho por olho e dente por dente vale
À lei assassina à morte que te matou
Teu corpo pertence à terra que te abraçou
Aqui te afirmamos dente por dente assim
Que um dia rirá melhor quem rirá por fim
Na curva da estrada há covas feitas no chão
E em todas florirão rosas duma nação
Zeca Afonso
Provavelmente zudan à(s) 4/26/2005 10:07:00 a.m. 0 comentários
31 anos.
Idades.
31 anos.
E o nosso dia que não chega.
25 de Abril.
E o nosso dia que não chega.
25 de Abril.
Um dia daqueles.
Em que a utopia deu lugar ao excesso e ao degredo.
Dia da Liberdade.
O que fizemos daquele dia ?
O que fazemos com aquilo que nos deu ?
Dia da Liberdade.
E o nosso dia que não chega.
Provavelmente zudan à(s) 4/25/2005 10:22:00 a.m. 0 comentários
Ahmad Jamal em big Byrd.
Uma boa banda sonora...
Para outros mergulhos e noutras músicas...
...
Parabéns Amigo Lobo pelo MERECIDO prémio.
http://www.caminhos.info/
...
Um prémio para os Sonhos...Daquele que também ousa sonhar...
embora em constante Apneia.
Provavelmente zudan à(s) 4/18/2005 12:06:00 p.m. 1 comentários
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
David Mourão Ferreira
Só porque é bonito...
Provavelmente zudan à(s) 4/12/2005 03:55:00 p.m. 2 comentários
Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errónea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
Fernando Pessoa, 1931.
Provavelmente zudan à(s) 4/11/2005 02:29:00 p.m. 1 comentários
"Navigare necesse; vivere non est necesse"
...
A sinceridade é inimiga da afeição e do apego?
Será tão difícil tentar ser sincero com quem queremos bem?
...
Correm-se riscos. Vários.
Coisa que a libertinagem não discute nem pensa.
...
Riscos.
O da compreensão e o do entendimento.
...
Quem compreende pode não entender.
Que entende pode não compreender.
Há que não queira compreender.
Há quem não queira entender.
Há quem compreenda e não queira entender.
Há quem entenda e não queira compreender.
...
Há quem compreenda e entenda e não queira saber.
E estes... normalmente...
Só vão perceber...
Mais tarde... muito mais tarde.
Às vezes tarde demais...
...
Quando a raiva se mistura com a acção... e a razão desaparece.
Provavelmente zudan à(s) 4/10/2005 02:15:00 p.m. 0 comentários
Acabou.
Terminou um ciclo.
O mundo enlutou-se pela morte do único político cumpridor e sério.
A Igreja chora.
Será talvez a entidade que menos perdeu.
Dentro em breve um novo Papa substituirá João Paulo II.
A Humanidade perdeu o último símbolo da humildade.
Karol Wojtyla, O Peregrino fazedor de pontes.
1920-2005
Provavelmente zudan à(s) 4/02/2005 05:39:00 p.m. 1 comentários
“Continuou a escrever porque era a única coisa que se sentia capaz de fazer. Os romances policiais pareceram-lhe uma solução razoável. Não lhe dava muito trabalho inventar as intricadas histórias que aquele género requeria...”
“Trilogia de Nova Iorque”
Paul Auster
Para quando não há vento...
Provavelmente zudan à(s) 3/25/2005 12:49:00 p.m. 2 comentários
“ Tens aquele ar inatingível, assim como se nunca ninguém te conseguisse conhecer... e depois atrais as pessoas quase até ao sufoco. Tens uma energia qualquer que lidera as pessoas e as envolve, como se tivesses que as proteger de algo... como é que consegues viver com isso?”
... se existem coisas na vida que eu gosto, é de beber uma cerveja acompanhado de dois ou três amigos.
Aquelas tertúlias que disparam num sentido quase para além da matéria. Quando o “in vino veritas” começa a fazer parte integrante e propulsor da cavaqueira.
Obtive autorização dos intervenientes para divulgar a parte acima descrita.
Achei-a uma frase “profunda” e já habitué noutras conversas.
Consegues viver com isso?
Provavelmente zudan à(s) 3/25/2005 12:37:00 p.m. 0 comentários
Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-me toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espectáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espectáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...
O porvir...
Sim, o porvir...
Álvaro de Campos/Pessoa - Adiamento
Provavelmente zudan à(s) 3/23/2005 12:58:00 p.m. 1 comentários
Parecia um mau augúrio o post anterior.
Mais dois Agentes da autoridade caídos em combate.
...
Mais dor. Mais insegurança. Mais promessas. Mais mentiras.
...
Começa hoje a primavera...
Provavelmente zudan à(s) 3/21/2005 10:38:00 a.m. 0 comentários
Ganhei uma camisola nova.
Uma t-shirt branca com as mãos dela impressas.
Em alto relevo, às cores.
Reconheceria aquelas mãos em qualquer parte do mundo.
Em qualquer camisola... com chocolate, lama ou até comida.
- Pai...e viste, e viste o papel igual.
- Sim Filha... também tem as tuas mãozinhas...
DIA DO PAI.
Provavelmente zudan à(s) 3/19/2005 11:38:00 a.m. 0 comentários
Três pessoas, entre as quais um juiz, foram hoje mortas a tiro e uma quarta ficou ferida, num tiroteio no interior de um tribunal, noticiaram os «media». A polícia só confirmou, até ao momento, a morte do juiz. ...
Um homem armado abriu hoje fogo num hotel da localidade de ... , durante um serviço religioso, matando quatro pessoas, ferindo oito e suicidando-se em seguida, anunciou a polícia local. O homem, cuja identidade não foi revelada...
Um homem de 60 anos foi hoje morto a golpes de machado e quase decapitado, numa rua de ..., em pleno dia, por um desconhecido, noticiou a agência noticiosa...
Um médico foi esta segunda-feira atingido a tiro no Tribunal de P... por um homem que o responsabiliza pela morte da mulher em 2002 ...
...
Portugal; um país à beira mar plantado onde (também) em matéria de segurança, anda sempre atrás dos outros países... os ditos civilizados.
Quando nesses "outros", se implementavam medidas democratas e mais livres, nós apertámos o cerco.
Neste momento, devido à conjuntura actual, nos ditos Grandes aperta-se a corda.
Nós alargamos.
...
Nas frases acima... conseguem ver a diferença?
Provavelmente zudan à(s) 3/14/2005 06:18:00 p.m. 5 comentários
Cheguei e vi.
Já temos governo e os que ainda são governo continuam a governar-se e aos seus amigos.
Os da direita que viraram à esquerda despacharam os da extrema esquerda que viraram à direita e que se dizem de centro direita.
Oito de lá e oito que não.
Alguns Doutores e outros só, Senhores.
Os da justiça foram para a administração interna e os da administração interna para a justiça.
Os que ainda estão continuam a fingir que não e a despachar para os que querem que venham.
Alguns repetentes e outros tantos novinhos.
Uns são “istas” e os outros ou são “ões” ou nem por isso.
Duas são elas e os outros são eles.
Os que perderam não assumem para o que correram e os que ganharam já dizem que não é bem assim o que diziam.
Os que antes falavam que sim agora dizem que não.
O futebol e as novelas importam e a universidade (leia-se canal televisivo) do crime e do lucro complacente continua no ar e a ensinar, qual canal de sexo manifesto.
No Iraque é como os outros querem, a Líbia diz que talvez não... o Irão diz que nim.
O papa está doente e a terra sem água.
Um retrato com um fundador ...
Uma televisão para tudo e jornais cheios de nada
...
Tudo na mesma...
Provavelmente zudan à(s) 3/10/2005 05:50:00 p.m. 0 comentários
Ausência.
Consegui encontrar um sítio no globo sem computadores.
Com todos os seus benefícios e contrariedades.
Desculpem os leitores e ... os outros.
Estou de regresso.
Provavelmente zudan à(s) 3/07/2005 03:33:00 p.m. 0 comentários
A utilização de valores intocáveis da civilização em prol da promoção pessoal pública em tempo de eleições.
Ou
Como utilizar a desgraça dos outros para uma campanha suja e cobarde.
Ou ainda
E se tivessem vergonha na cara e respeitassem as famílias enlutadas?
-Silêncio-
Acordei deveriam ser quase sete horas da manhã.
O despertador, amigo e fiel, pulsava um som fino e estridente a pedir para levar a já rotineira palmada matinal.
Por estar desperto, alterei o sinal incomodativo para um não menos azucrinante noticiário das sete.
“Agente da PSP morto a tiro na cova da moura” – Informava a familiar voz feminina.
-Silêncio-
Fui almoçar.
Na televisão os partidos politicos debatem-se para gritar mais alto que a Polícia tem falta de meios.... ?!?!
-Silêncio-
Após a morte da irmã Lúcia.
A Igreja aceita o facto, como uma transição e com naturalidade.
O Povo, embora transtornado, também.
-Silêncio-
Os candidatos ao governo cancelam a campanha eleitoral e as suas declarações declamam cinismo e uma falta de bom senso quase roçando o gozo...
-Mudez-
É o vale tudo senhores ouvintes.
Um bom dia para vocês.
Provavelmente zudan à(s) 2/17/2005 03:28:00 p.m. 0 comentários
Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh...
Olá, bom dia.
Estou numa de Ron Carter e de Jim Hall.
...
Ai a minha pressão arterial... preciso de férias...
Provavelmente zudan à(s) 2/16/2005 04:03:00 p.m. 1 comentários
Dias de Livros e Discos...
"Cada livro, cada volume que vês, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram e viveram e sonharam com ele. Cada vez que que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se forte... "
Carlos Ruiz Zafón in A Sombra do Vento
Provavelmente zudan à(s) 2/15/2005 03:59:00 p.m. 0 comentários
Maximilian Hecker
O som desprovido de interesse comercial.
As palavras quase sem variação, mas dotadas de uma sensibilidade extrema.
A mensagem... essa deixo ao critério de quem ouvir.
E da circunstância em que se ouve...
Provavelmente zudan à(s) 2/15/2005 10:16:00 a.m. 0 comentários
Hoje é dia dos namorados.
Dia de S. Valentim.
Ganda maluco...
...foste enganado Valentim.
***
Mais um post patrocinado por:
Zara, Swatch, Levis, Lacoste, Gant, QuebraMar, etc. e tal...
E o dia do Pai está mesmo aí à porta...
Provavelmente zudan à(s) 2/14/2005 05:06:00 p.m. 0 comentários
Hoje o Jazz ficou de lado.
Oiço Jorge Palma...
Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar...
Portugal, Portugal - Jorge Palma
...
No dia 20, convém dizer qualquer coisa... com uma cruz de preferência.
Ou com um bilhete de avião para a ilha da Páscoa.
Sempre há umas coisas em pedra para o pessoal desabafar...
...
Ou então...façam como eu. Vou de férias um dia depois.
É só vantagens.
1º Esqueço-me que houve eleições.
2º Esqueço-me que tive que votar, apenas por respeito à Liberdade.
3º Regresso duas semanas após, e como está tudo na mesma, não vou perder muito tempo a pensar nos milhões de euros que o país gastou... a não fazer nada.
4º Vou continuar.
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar...
A gente vai continuar - Jorge Palma
Provavelmente zudan à(s) 2/12/2005 04:47:00 p.m. 1 comentários
A Teoria do Caos versão Dieta Mediterrânica
Deixemo-nos de parvidades.
Somos um povo de brandos costumes e hábitos por vezes demasiado brandos e costumeiros.
Mesmo na luz de quem está habituado a recuperar das cinzas, evidenciamo-nos na moderna Europa como um povo amante do sol e do bom garfo.
Confusão meus amigos. Confusão.
...
A teoria do caos versão dieta mediterrânica, baseia-se fortemente no falar de tudo e dos mais completos e complexos assuntos,... à mesa do restaurante ou da taberna da esquina.
Depois de dois ou três copos de vinho, um "portuga" que se preze, ganha batalhas, enfrenta demónios, destroça civilizações, expõe vidas e vivências e derrota políticos, com a facilidade com que come um pastel de bacalhau.
É lindo ouvir uma conversa de café ou de restaurante.
...
No café, começam a concentrar-se logo após a chegada do azul alaranjado declarando o fim de tarde.
Entre tremoços amargos e rissóis com três dias, mergulhados em sete ou oito cervejas, mexem-se em matérias tão dispersas quanto as distintas e extintas Alexandrias.
Caem estados e nações no meio daquelas conversas aturdidas e sinceras.
No restaurante...
Outro meio. Outro método.
Do inicio engomado e tímido aos comentários debochados sobre as pernas da empregada, é um ou dois litros de uma qualquer reserva alentejana.
Sim, porque um bom praguejador tem necessariamente que beber vinho de reserva.
E assim se movimentam, naquelas teorias construídas durante a última estada na privada do escritório.
Enraivecidos com a facilidade com que não se faz nada de construtivo... apenas se passa o tempo...
...
Teoria do Caos.
O tempo passa. E depois?
...
Mesmo que ainda se saiba o que andamos para aqui a fazer...
E acreditando no efeito borboleta da coisa...
...
Acho que a única consequência...
são os pastéis terem quatro dias ou aquele vinho reserva aumentar de preço.
Provavelmente zudan à(s) 2/01/2005 04:59:00 p.m. 2 comentários
Cruzamentos.
Passamos pela rua e normalmente acreditamos que vemos o que nos rodeia.
Observamos.
Cruzamo-nos com faces e andares sabidos.
Cumprimentamos.
Quando é apenas uma cara familiar, esperamos desesperando para ver a reacção da outra pessoa.
Quando não há reciprocidade, desalentamos ou sentimo-nos ofendidos.
...
Cruzar o olhar com um desconhecido tem por vezes efeitos inexplicáveis.
O estômago embrulha-se como se as entranhas ganhassem vida própria.
O pensamento desvia-se sempre nessa direcção e a essência descobre-se...
Decidimos recordar que afinal somos feitos de uma matéria única, que gosta, pensa, odeia, sente e ama... que afinal, vive.
...
Podemo-nos até preocupar com os olhos com que nos cruzámos naquele dia... mas assim e desprovido de qualquer interesse, o pensamento, inocente e atraiçoado, pode voltar a engolir as vísceras...
...
Descobre-se um afastamento involuntário.
Vomita-se um comentário desafogado, explora-se a violência mas... no nosso íntimo...
não gostamos de ver sofrer.
A dor choca-nos e derrota os laivos de alegria, retira-nos a sobriedade de pensar.
Por vezes sobrepõe-se ao carpe diem que nos leva a atravessar uma manhã após a outra... mostrando o nosso sorriso parcimonioso.
Afoga-nos o pensamento e a necessidade de não querer ver sofrer...
O choque de um olhar, híbrido na capa de uma revista... na televisão ou no jornal...
...
Uma criança que não sabemos o nome e que descansa no colo do seu pai, sem vida.
...
Derrota-nos e esclarece-nos.
Mostra-nos o mundo... esquece-nos no meio das futilidades da vivência urbana.
Esclarece-nos o que os cruzamentos são.
Provavelmente zudan à(s) 1/27/2005 04:37:00 p.m. 1 comentários
O circo da campanha voltou...
Ah e coiso e tal e o camandro...
Ah e já dizia o picanço...
E o outro é que fez... mas assim é que é....
...
Facto.
O PIB deste quintal tem vindo a cair desde 1973.
...
Facto.
O investimento privado está a fugir para outro lado.
...
Facto.
A população activa está a diminuir.
...
Facto.
O orçamento está sobrecarregado e recorre-se a receitas extraordinárias, para (tentar) equilibrá-lo.
...
Facto.
Quem paga impostos é quem não tem contabilista.
...
Facto.
A qualidade dos políticos caiu a pique nos últimos vinte anos.
...
Facto.
Para alguns a frase “espírito de missão”, é sinónimo de "enriquecer antes dos quarenta".
...
Facto.
Pela primeira vez, acho que coiso e tal e o camandro, e vou para a abstenção porque até me dizem que sim senhor, e coiso.
Merecem.
A democracia não, mas coiso e pronto.
Sr. Político:
Se teve algum tempo, no meio das suas dissertações altamente elucidativas, ( sobre a sua incapacidade para tirar o País de onde se encontra) para consultar um local na net, que até... pronto... sim senhor, tem até ao dia 19 para me convencer.
Caso contrário... prontos.
Provavelmente zudan à(s) 1/24/2005 05:11:00 p.m. 2 comentários
Burocrata
do Fr. bureaucrate
s. 2 gén.,
funcionário público, em especial o funcionário do Estado que segue impreterivelmente os formalismos de secretaria;
o que faz parte da burocracia.
Funcional
do Lat. functione, função
adj. 2 gén.,
relativo a uma função ou um conjunto de funções (de um organismo, de um maquinismo, de uma instituição, etc.);
prático;
que se usa facilmente;
cómodo;
pronto para entrar em funcionamento;
Eficiente
do Lat. efficiente
adj. 2 gén.,
eficaz;
agente de acção;
que produz realmente um efeito;
Incompatível
do Lat. *incompatibile
adj. 2 gén.,
que não é compatível;
que se não pode harmonizar ou acumular;
inconciliável.
Está nos livros porra.
Provavelmente zudan à(s) 1/18/2005 09:59:00 a.m. 0 comentários
Engraçado.
Pensei que um dia mudaria o mundo... sonharia a meu belo prazer com as desgraças resolvidas e revolvidas nos espíritos menos imponentes.
A frase “ não deixes que ninguém venha a ti sem sair melhor e mais feliz” foi a minha contenda.
Naquele mundo de super heróis e pensamentos corajosos, gania-se pela raiva provocada pela injustiça.
Naquele mundo não se estava sentado, embrenhado entre o choro e o desespero de quem precisava... de ajuda.
Naquela guerra, ficaria desperto, empregaria termos de alegria ao invés da angústia que me atormenta... e o nada não seria a palavra dos pesadelos.
O nada pertenceria à terra dos sonhos... tal qual como aquele homem cantava naquela telefonia, afogado numa garrafa de qualquer coisa.
Engraçado.
Esperei, que um dia fosse mais um... da parte apta e que movimenta a roda. Que tentasse transmitir algo e... que não fosse apenas... mais um....
Sonhava em ser o contentamento daquelas gargalhadas inconsoláveis... e que elas não bradassem ao seu dono... pois de tamanha inocência, sabia que era apenas... assim.
Era como cuspir as palavras para uma folha.
Necessitam de ser expelidas. A caneta dá-lhes forma e a folha entranha-as... bem ou mal. São assim. Puras. Cuspidas.
Naquele campo de esperança, apenas se queria crescer. Desejava-se a altura e a vontade. Jurava-se a sangue que não desencardia. Sangue com cor de terra e cheiro de sal.
Engraçado.
Como o presente gritou pelo passado do sonho, e aquele argumento de um qualquer filme de segunda categoria, me desloca de novo para a idade onde pensei que mudaria o mundo... e sonharia a meu belo prazer.
Aquele pequeno vilão das nêsperas, sonhava um amanhã para outros tantos pequenos vilões... de nêsperas.
A meninice nunca tocariam na marginalidade.
Nenhum ficava para trás. Nenhum era apanhado sozinho.
...
- Fujam malta, vêm aí o homem...- gritava o vigia do alto da parede esfolada e esbatida pelo sol.
De dedos lívidos e joelhos rasgados do cal das paredes, esgatinhavam os muros, e corriam com um sorriso nos lábios e as camisolas mascaradas de sacos... cheias de nêsperas.
Era o gozo da apanha. De contenda em contenda iam-se despindo as árvores nespereiras do "velho da casa";
O gozo da corrida à frente de alguém que até sorria com os cachos de putos pendurados nas àrvores...
Acho que chegamos a ser observados do interior daquela oitava quadrícula de vidro partida... sei que ele esteve lá.
Mas nunca lhe cheguei a saber o nome.
Mas que eram boas, ... as nêsperas, lá isso eram.
...
Engraçado.
Hoje, apenas conto os capítulos, sem saber quando o epílogo virá.
E espero que a história se imobilize. Mal extinta. Mal contada. Antes que a raiva me esventre e a solidão me acompanhe.
Sou o bafejar de um episódio que ainda não sei porque não acabou... daquele livro desorganizado e por escrever.
...
Os vilões de nêsperas, esses...
Engraçado.
... ainda estão à espera para crescer.
Provavelmente zudan à(s) 1/10/2005 08:16:00 p.m. 2 comentários
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo) e
cloreto de sódio.
António Gedeão
Provavelmente zudan à(s) 1/08/2005 08:07:00 p.m. 0 comentários
Começou.
Como em todos os preâmbulos, a esperança e os sonhos estão em estado puro.
O leitor, no caso de um livro, ainda devora as palavras esperando o assombro e o superior.
Não sei se será desculpa ou uma forma de nos convencermos que devemos tentar outra vez... e mais outra... e mais outra.... ou apenas uma conformação de que somos feitos daquela matéria inesgotável, que até renasce das cinzas com a facilidade da fénix.
...
A capacidade de reconstrução está embutida na nossa matéria.
...
Mais um início.
Contra todas as adversidades.
Que a fé seja o guia do nosso batel.
Mais do que um bom ano, uns excelentes 365 dias.
Provavelmente zudan à(s) 1/02/2005 02:49:00 p.m. 1 comentários